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3 notícias animadoras sobre as potenciais vacinas contra a covid-2019

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SÃO PAULO – Já se passaram mais de seis meses do início da pandemia causada pelo novo coronavírus no mundo e ainda não foi encontrado um medicamento ou vacina que seja realmente eficaz contra a Covid-19. Essa realidade, porém, pode estar chegando ao fim, graças aos recentes avanços científicos.

No início desta semana, diversos laboratórios e centros de pesquisas deram mais detalhes e informações sobre o estágio dos testes envolvendo potenciais vacinas para a Covid-19. Com isso, o InfoMoney preparou um compilado com as três principais vacinas que já estão sendo testadas ou que possuem resultados preliminares otimistas. Confira:

Vacina da Pfizer e Biontech

Nesta segunda-feira (20), a BioNTech, empresa alemã de biotecnologia e a Pfizer, farmacêutica americana, anunciaram dados e notícias animadores sobre sua potencial vacina contra a Covid-19. A Vacina está na fase final de testes, a fase três. Essa é a etapa na qual será determinado se o medicamento realmente possui uma eficácia comprovada em um grande número de pessoas

De acordo com as empresas, os dados adicionais do estudo foram promissores, pois mostram que, após a aplicação da vacina, foi possível identificar respostas imunes “fortes”, induzindo uma reação imunológica nos pacientes.

“Esses resultados intermediários do estudo alemão, combinados com os dados iniciais do estudo dos EUA, destacam o potencial dessa abordagem da vacina baseada em mRNA e representam um importante passo adiante em nossos esforços de desenvolvimento para o programa BNT162 [programa responsável pela vacina contra a Covid-19]”, disseram os laboratórios por meio de um release à imprensa.

A pesquisa não registrou efeitos colaterais graves. As reações, de acordo com o comunicado, foram transitórias e de intensidade entre leve e moderada, dependendo da dose. Os eventos adversos mais agudos foram sintomas de gripe e reações no local da injeção. “Situações que foram resolvidas espontaneamente ou poderiam ser gerenciadas por medidas simples”, diz a nota.

Esses recentes resultados se referem a um teste feito na Alemanha com 60 voluntários. O estudo ainda não passou pela revisão de pares – processo no qual outros cientistas independentes avaliam o trabalho feito – por isso ainda não fui publicado em nenhuma revista científica.

Vacina da Universidade de Oxford

Também nesta segunda-feira (20), um estudo publicado na revista cientifica The Lancet mostra que a vacina desenvolvida pela parceria entre a Universidade de Oxford, no Reino Unido, e a empresa AstraZeneca, companhia biofarmacêutica anglo-sueca, teve bons resultados contra o novo coronavírus.

Segundo os resultados do estudo preliminar, a vacina da universidade para a Covid-19 é segura e induziu resposta imune no corpo dos voluntários. Ainda segundo os pesquisadores, o efeito do medicamento deve se reforçado com uma segunda dose da vacina.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), das vacinas que estão em pesquisa, a da Universidade de Oxford é a mais adiantada e promissora.

Os testes iniciais, das fases um e dois, agora apontam que ela é segura e induz o corpo a reagir contra a Covid-19. O resultado, porém, não permite ainda concluir se de fato uma pessoa exposta ao Sars-Cov-2 fica imune com a vacina da Universidade.

As fases um e dois dos testes foram conduzidas simultaneamente no Reino Unido e tiveram 1.077 voluntários. Após as análises dos resultados, ensaios mostraram que a vacina foi capaz de induzir a resposta imune tanto por anticorpos como por células T até 56 dias depois da administração da dose.

A vacina está, atualmente, na fase três. “Se nossa vacina se mostrar eficaz, é uma opção promissora, já que este tipo de vacina pode ser fabricado facilmente em grande escala”, afirma Sarah Gilbert, pesquisadora da Universidade de Oxford.

Vacina da Sinovac

Desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac, a CoronaVac é outra potencial vacina contra a Covid-19 que já está sendo testada ao redor do mundo. A partir desta segunda-feira (20), o medicamento começa a ser aplicado em voluntários brasileiros.

Assim como as outras vacinas, essa parte de testagem em grandes grupos faz parte da etapa de comprovação da eficácia do produto.

No Brasil, o estudo é liderado pelo Instituto Butantan, em São Paulo. Segundo informações do laboratório chinês, cerca de 9 mil pessoas vão participar dos testes em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul e no Distrito Federal.

De acordo com o governo do Estado de São Paulo, o Instituto Butantan está adaptando uma fábrica para a produção da vacina. A parceria entre o laboratório chinês e o Butantan foi anunciada no dia 11 de junho em coletiva de imprensa no Palácio dos Bandeirantes.

Na ocasião, o governador João Doria (PSDB) disse que, se comprovada a eficácia e segurança da vacina, ela será disponibilizada no SUS a partir de 2021.

Também na fase três de testes, a CoronaVac é outra vacina apontada como uma das mais promissoras em andamento. A vacina da Sinovac utiliza uma versão do vírus inativado em sua composição, ou seja, não há a presença do coronavírus Sars-Cov-2 vivo na solução, o que reduz os riscos deste tipo de imunização.

Mais de 160 vacinas estão em testes

Segundo as últimas informações da OMS, do dia 14 de julho, havia cerca de 163 vacinas contra o coronavírus sendo testadas ao redor do mundo, sendo que 23 delas estavam na fase três, que é a fase clínica de testes em voluntários humanos – fase atual das três principais candidatas apresentadas na matéria.

Estatísticas jogam contra a vacina

Segundo um recente estudo da Plos One, revista científica da Public Library of Science, projeto global sem fins lucrativos que tem o objetivo de criar uma biblioteca de revistas científicas dentro do modelo de licenciamento de conteúdo aberto, as chances de prováveis candidatas para uma vacina darem certo é de seis a cada 100.

O relatório ainda afirma que a média de tempo para produção de uma vacina e sua ampla disseminação global é de cerca de 10,7 anos. Para efeito de comparação, caso a vacina para o novo coronavírus saia ainda neste ano ou no próximo, esse já seria, de longe, o menor tempo hábil que o ser humano levou para desenvolver uma vacina. A vacina mais rápida a ficar pronta foi a contra a caxumba, criada nos anos 1960, em um processo que levou quatro anos.

Portanto, para conter a crise do novo coronavírus, laboratórios e cientistas do mundo inteiro estão literalmente correndo contra o tempo e as estatísticas para encontrar a melhor solução no menor tempo possível.

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