27/01/2022

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Mais uma vítima de Brumadinho é identificada após quase três anos

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A Polícia Civil de Minas Gerais confirmou, a identificação de mais uma vítima da barragem da Vale em Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte.

Trata-se de Lecilda de Oliveira, então analista de operação da mineradora. Na época da tragédia que matou 270 pessoas, ela tinha 49 anos.

A identificação aconteceu base em análise de DNA feita com ossos da vítima localizados em setembro deste ano. Desde então, a equipe de perícia trabalhava para extrair o material biológico, conforme detalha o perito Higgor Dornelas, chefe do Laboratório de DNA do Instituto de Criminalística.

“É um material de difícil obtenção do DNA, mas que permite a maior conservação. São os remanescentes ideais para a gente fazer essa identificação depois de tanto tempo. São quase três anos”, afirma.

O anúncio ocorre a 26 dias da data em que a tragédia completará três anos. Outras vítimas seguem sem serem identificadas. Dornelas explica que, mesmo passado tantos meses da tragédia, ainda é possível fazer novas identificações.

“Não é possível afirmar por quanto tempo ainda vamos conseguir, mas com relação a estes três anos, não é um prazo tão longo para análise de DNA. Ainda podemos fazer identificações com materiais remanescentes”, detalha.

De acordo com a Comissão dos Não Encontrados de Brumadinho, os restos mortais de Lecilda serão sepultados na cidade da região metropolitana de Belo Horizonte, na tarde desta quinta-feira (30).

A barragem da Vale na mina de Córrego do Feijão estourou às 12h28 do dia 25 de janeiro de 2019. A lama de rejeitos varreu comunidades da zona rural de Brumadinho e provocou a morte de 270 pessoas. O material de descarte de mineração caiu no rio Paraopeba, que corta a cidade.

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